O custo real das falhas sanitárias
- suinocareconsultor
- 17 de nov. de 2025
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Atualizado: 21 de nov. de 2025
Falhas sanitárias representam um prejuízo silencioso e contínuo na suinocultura. Em muitos casos, o impacto financeiro não é visível imediatamente, mas se manifesta ao longo de todo o ciclo produtivo. A presença de patógenos no ambiente desafia a imunidade dos animais, aumenta a exigência energética para defesa do organismo e compromete o desempenho mesmo quando não há sinais clínicos evidentes. O custo efetivo dessas falhas pode ser observado em diferentes áreas da produção. O ganho de peso diário diminui, elevando o tempo necessário para alcançar o peso de abate. A conversão alimentar piora, aumentando o custo de ração por animal. O uso de medicamentos cresce, gerando despesas diretas e tornando o manejo sanitário mais complexo. Em lotes afetados, a variabilidade de peso aumenta, prejudicando a padronização e a valorização comercial dos suínos.Além dos custos diretos, existem impactos indiretos difíceis de mensurar, como a perda de produtividade no futuro, a queda no desempenho reprodutivo e a possibilidade de surtos mais graves quando a biosseguridade está fragilizada. Esses prejuízos somados costumam superar, e muito, o investimento necessário para prevenção.O primeiro passo para controlar esse cenário é identificar as brechas no sistema sanitário. Isso envolve avaliar rotinas de entrada de pessoas e veículos, padronização de limpeza e desinfecção, condições de alojamento, fluxo de animais, qualidade da água, ventilação e execução dos protocolos de medicação. Somente a partir de uma análise completa é possível estabelecer ações eficazes de prevenção, fortalecer a biosseguridade e interromper o ciclo de perdas ocultas que afetam diretamente o resultado econômico da granja.

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